A Ilhabela realizou operação conjunta para eliminar criadouros do Aedes aegypti em residência no Perequê, retirando mais de quatro toneladas de sucata acumulada.
Na manhã da última quinta-feira (13), a Prefeitura de Ilhabela, por meio da Secretaria de Saúde de Ilhabela, desencadeou uma operação integrada para eliminar focos do mosquito Aedes aegypti — responsável pela transmissão da dengue, zika e chikungunya — em uma residência no bairro do Perequê que acumulava grande quantidade de sucata e materiais inservíveis.
Participaram da ação agentes da Secretaria de Mobilidade e Segurança, Meio Ambiente e Serviços Urbanos, além do apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo e da Polícia Civil do Estado de São Paulo. O objetivo: garantir condições sanitárias e conter riscos à saúde pública diante da gravidade identificada.
O que foi encontrado — e removido
Após denúncia, a equipe de combate a endemias, composta por mais de 20 profissionais, constatou no local centenas de objetos como pneus, baldes, vasilhames, lonas e calhas — todos acumulando água e larvas do mosquito Aedes aegypti.
Além disso, havia indícios de proliferação de roedores e animais peçonhentos, o que agravava o quadro sanitário.
No curso da vistoria, os fiscais identificaram ainda suspeita de ligação irregular na rede elétrica do imóvel. A Neoenergia foi acionada e confirmou uma conexão clandestina no poste de entrada da casa, configurando, em tese, furto de energia elétrica. O morador foi conduzido à delegacia após as constatações.
Ao total, mais de quatro toneladas de materiais inservíveis e sucata foram removidos do imóvel.
Foram lavrados autos de infração e o caso foi informado à autoridade policial para apuração de crime contra a saúde pública.
Por que essa ação importa
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O Aedes aegypti se prolifera em água parada acumulada — pneus, recipientes, lonas ou calhas entupidas são criadouros clássicos.
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Uma residência com grande acúmulo de materiais inservíveis representa um risco multiplicador, tanto para a proliferação do mosquito quanto para outras pragas (roedores, animais peçonhentos).
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A coordenação entre saúde, meio ambiente, segurança e polícia indica que o problema ultrapassava o mero acúmulo doméstico e integrava questões de saneamento, irregularidades elétricas e segurança pública.
Como a população pode colaborar
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Permita o acesso dos agentes de combate a endemias à sua residência quando solicitado. Negar acesso compromete as ações de controle.
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Inspecione pneus, baldes, lonas, vasos de plantas, calhas e outros recipientes que possam acumular água.
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Descarte sucata, materiais inservíveis e objetos abandonados de forma periódica e adequada.
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Denuncie situações de risco à saúde pública: no caso de Ilhabela, o telefone (12) 99147-7114, Ouvidoria da Saúde 0800 077 1515 ou (12) 3896-9221 ramais 9616/9667.
A operação realizada em Ilhabela mostra que a prevenção em saúde pública exige ação coordenada e que o combate ao Aedes aegypti passa por mais do que fumigações eventuais: requer inspeção ativa, saneamento, participação comunitária e fiscalização.
Mesmo abordando uma única residência, o feito evidencia que o foco local pode representar risco amplificado para toda a comunidade. A limpeza, o descarte correto e o reporte de irregularidades não são apenas cuidados domésticos, mas medidas coletivas de combate à dengue.
Fonte: Prefeitura de Ilhabela/SP

